A agenda de Benjamin Franklin e a sociedade moderna
O Lifehacker postou uma página do que aparenta ser a autobiografia de Benjamin Franklin. Nela, a agenda do famoso cientista/político/inventor/etc. demonstra a simplicidade de sua rotina.

Minha reação inicial de incredulidade me fez contar as horas dedicadas a cada tarefa. E de fato, ele parece conseguir (1) trabalhar 8 horas por dia; (2) dormir 7 horas por noite; (3) ter 2 horas de almoço/pausa e; (4) ter 7 horas para cuidados básicos, se planejar, ler ou – pasmem – se divertir. O resultado dessas horas pode ser visto aqui, ou mesmo no fato de seu semblante ilustrar a nota de 100 dólares nos Estados Unidos.
Agora pare e analise o seu próprio dia: você trabalha, de fato, somente 8 horas por dia? E nessas 8 horas você, de fato, só trabalha? Você pode se dar ao luxo de almoçar e ler por 2 horas? Essas 7 horas de sono parecem utópicas? E as outras 7 horas de vida pessoal?
Benjamin – ao que aparenta – tinha todo esse tempo, e graças a isso pôde realizar grandes contribuições à Ciência e à política norte-americana.
Eu – revendo meu dia – gasto no mínimo 1 hora e meia no trânsito, durmo entre 5 e 6 horas por noite, tenho 1 hora de almoço, quase não tomo café da manhã, e ainda assim reclamo da falta de tempo. Não leio um livro inteiro há meses. Tenho projetos na cabeça que dificilmente verão a luz do dia da Internet. Como muitos, sonho em vender coco na praia.
Mas, em contrapartida, dou risada de memes non-sense no fuck yeah dementia!!1!, e ocasionalmente mato alienígenas virtualmente. Leio e escrevo dezenas de reclamações e comentários aleatórios no Twitter. Espio as felicidades e frustrações alheias no Facebook. Atiro pássaros em porcos usando um estilingue. E sem agendar tempo para isso.
Aposto que Ben Franklin me invejaria.